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Crédito Automóvel

Crédito automóvel: financiar no stand, no banco ou em leasing? As contas de cada caminho

Por Guru Poupança··7 min de leitura

Metade do crédito ao consumo em Portugal vai para carros, quase sempre usados. As três formas de financiar têm taxas máximas diferentes e letras pequenas diferentes. Aqui estão lado a lado.

10,9%TAEG máxima, automóvel novo
14,1%TAEG máxima, automóvel usado
5,1%máxima em leasing ou ALD de novos

Três caminhos, três preços

No 3.º trimestre de 2026, o Banco de Portugal fixa as TAEG máximas assim: crédito automóvel para veículos novos 10,9%, para usados 14,1%; locação financeira ou ALD de novos 5,1% e de usados 6,6%.

O leasing e o ALD são mais baratos porque o carro não é teu até ao fim: o banco ou a locadora fica dono e tu pagas a utilização. No crédito clássico, o carro é teu desde o início, normalmente com reserva de propriedade a favor do banco até liquidares.

O que cada um é, em linguagem de café

  • Crédito automóvel clássico: empréstimo com finalidade carro. Tens o carro em teu nome, com reserva de propriedade averbada no registo. Podes vender, mas tens de liquidar antes.
  • Leasing (locação financeira): alugas com opção de compra no fim, por um valor residual. Prestações mais baixas, carro em nome da locadora, quilómetros e seguro impostos pelo contrato.
  • ALD (aluguer de longa duração): alugas por 2 a 5 anos, entregas no fim ou compras. Muitas vezes inclui manutenção. Bom para quem troca de carro com frequência e mau para quem faz muitos quilómetros.

Um exemplo com contas

Carro usado de 15 000 € a 5 anos
  • A uma TAEG de 8%, bem negociada: cerca de 304 € por mês, 18 250 € no total.
  • A uma TAEG de 14,1%, o máximo legal para usados: cerca de 350 € por mês, 21 000 € no total.
  • São 2 750 € de diferença pelo mesmo carro. O financiamento do stand vem embrulhado no preço; pede sempre a TAEG e o MTIC por escrito.

Financiar no stand nem sempre é pior

Os stands têm acordos com financeiras e às vezes conseguem taxas promocionais em carros novos, sobretudo quando a marca subsidia a campanha. Noutras vezes, a «taxa 0%» esconde-se num preço do carro sem desconto, ou num seguro de proteção ao crédito que duplica a prestação.

A regra é simples: pede a proposta do stand com TAEG, MTIC e todos os seguros, e compara com uma proposta de banco para o mesmo montante e prazo. Se o stand ganhar, ótimo. Só saberás se comparares.

Novo ou usado: o que muda no crédito

O crédito para usado é mais caro porque o carro vale menos e desvaloriza mais depressa. Em carros com mais de oito ou dez anos, muitos bancos limitam o prazo ou pedem entrada. Em novos, o prazo pode ir a 7 anos, mas um carro novo perde muito valor nos primeiros dois anos: a prazos longos, podes chegar a meio do contrato a dever mais do que o carro vale.

Checklist antes de assinar

  • TAEG e MTIC por escrito, em qualquer dos três caminhos.
  • Entrada: quanto maior, menor a taxa e menor o risco de ficar a dever mais do que o carro vale.
  • Prazo alinhado com o tempo que vais ficar com o carro.
  • Seguros obrigatórios e opcionais discriminados.
  • Comissão de reembolso antecipado e condições para vender o carro antes do fim.
  • Em leasing e ALD: limite de quilómetros, valor residual e estado de entrega.

Perguntas frequentes

Posso vender um carro com reserva de propriedade?

Só depois de liquidar o crédito e de o banco levantar a reserva no registo automóvel. Na prática, o comprador paga ao banco e o restante a ti.

Compensa dar entrada?

Quase sempre. Reduz o montante financiado, a taxa e o risco de o carro valer menos do que deves. Uma entrada de 20% é uma boa referência.

O Guru trata de crédito automóvel?

Sim, com os bancos parceiros e sem custo para ti. Comparamos com a proposta do stand, se já a tiveres.

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